sexta-feira, 31 de julho de 2015

"O que é ser estudante hoje na UFMG?" é o segundo seminário realizado pelo Projetos Sentidos TV UFMG


Hoje, dando segmento ao projeto Sentidos TV UFMG, foi realizado durante à tarde o seminário "O que é ser estudante na UFMG?". O objetivo foi discutir com a comunidade acadêmica os problemas de representatividade da sociedade discente da Universidade.

Entramos em contato, durante o mês de julho, com as diretorias de escolas, faculdades e institutos da UFMG e com entidades representantes dos professores e estudantes. Após esse diálogo, o evento dessa tarde contou com a participação dos discentes:


Maurício Sousa Matos (estudante de Ciências Sociais - UFMG; participante dos grupos Coletivo de Estudantes Negros; Pajeú - Resistência em Movimento e do Centro Acadêmico de Ciências Sociais - CACS), Miriam Alves (estudante de Pedagogia - UFMG; participante dos grupos Coletivo de Estudantes Negros; Bloco das Pretas; Fórum Permanente de Enfrentamento ao Racismo e Fórum das Juventudes), Rana Agarriberri (estudante de Nutrição - UFMG; representante do Diretório Central de Estudantes - DCE UFMG; participante do Diretório Acadêmico de Nutrição e do Juventude Vamos à Luta) e Renata Regina de Abreu Rodrigues (estudante de Enfermagem - UFMG; participante dos grupos GT Mães e Pais Estudantes, Coletivo de Mulheres Ana Montenegro e MUP - Movimento Universitário Popular).


Ontem foi realizado o seminário "O que é ser professor hoje na UFMG?", que contou com a presença de membros docentes da Universidade. Amanhã, o projeto Sentidos abre espaço para os representantes do corpo técnico, com o seminário "O que é ser servidor-técnico administrativo hoje na UFMG?". O encontro será na própria TV UFMG, no subsolo da reitoria, campus Pampulha, às 15h. 

http://sentidostvufmg.blogspot.com.br/2015/07/o-que-e-ser-estudante-hoje-na-ufmg-e-o.html

Enquanto corta verbas sociais, governo gasta R$ 3 bi por dia com dívida pública

Os Comandos Nacionais de Greve (CNG) do ANDES-SN, Fasubra, Fenasps e Sinasefe promoveram nesta quinta-feira (30) um debate sobre o tema “Dívida Pública e Ajuste Fiscal”, no auditório do curso de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), com o objetivo discutir com os servidores em greve a prioridade que o governo federal tem dado ao pagamento da dívida pública em detrimento das políticas sociais, que estão sofrendo cortes de verbas com as medidas de ajuste fiscal.
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Segundo Rodrigo Ávila, economista da Auditoria Cidadã da Dívida, que falou sobre os recentes cortes no orçamento, feitos pelo governo federal nas áreas sociais, que chegam a R$ 79,4 bilhões, e sobre a dívida pública do país, que consumiu, de janeiro a maio deste ano, R$ 528 bilhões, o equivalente a 53,44% de todas as despesas federais.
“O governo federal insiste em cortar gastos sociais para cumprir a meta fiscal e ocultar os gastos com os juros e amortização da dívida pública brasileira”, diz. Ávila também citou o aumento do preço da energia elétrica em quase 50%, que garante a lucratividade das grandes empresas distribuidoras de energia no país, o que impacta diretamente na inflação, além da alta nos combustíveis.
“O próprio governo produz essa inflação e a usa como justificativa para aumentar os juros, como vimos ontem [pesquisar sobre o aumento de juros], sob o argumento de combater a inflação, que nada tem a ver com a demanda, mas sim com os preços administrados pelo próprio governo. Esse argumento é essencial para uma negociação com o governo, quando ele disser que não pode reduzir os juros ou o pagamento da dívida”, disse. O economista ressaltou que o governo federal gasta, por dia, R$ 3 bilhões no pagamento da dívida pública.
Outro argumento muito utilizado pelo governo para os cortes no orçamento, segundo Rodrigo Ávila, é o de combater o descontrole das contas públicas, com base na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “A lei não tem nenhuma limitação para o gasto da dívida pública. Ela só visa o cumprimento do superávit primário”, disse.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A CRISE DO CAPITALISMO E A UNIVERSIDADE, OU A UNIVERSIDADE EM CRISE



Atualmente, as universidades passam por uma importante crise que ameaça a sua existência enquanto espaço privilegiado de produção, reprodução e divulgação do conhecimento em suas diferentes formas e modalidades, especialmente aquele comprometido com o pensamento crítico e com a práxis revolucionária.
Na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina e no Brasil, a crise pela qual atravessa o capitalismo impacta o funcionamento das universidades, sejam elas públicas ou privadas, acarretando em dificuldades de financiamento das instituições, das pesquisas nelas realizadas e também dos próprios discentes. Nos EUA, por exemplo, o crescente endividamento dos estudantes universitários para com as instituições financeiras que financiam o pagamento dos cada vez mais caros cursos de graduação cria uma geração de jovens profissionais endividados.
Além disso, o projeto político-econômico neoliberal para a educação e o ensino superior, hegemônico em muitos países, aumentou a inserção da lógica do capital no ambiente universitário, tanto nas universidades privadas como também nas próprias universidades mantidas e financiadas pelo Estado, ampliando o papel das grandes corporações universitárias administradas por fundos de pensão cujo principal objetivo é expandir o máximo possível o capital investido.
No Brasil, o “ajuste fiscal” do governo federal ora em curso cortou parte substancial das precárias verbas das universidades públicas federais, inviabilizando seu pleno funcionamento até o final de 2015, caso se mantenham as atuais condições. Além disso, várias universidades públicas estaduais passam também por sérios problemas de financiamento nesta conjuntura de crise nas contas públicas de diferentes estados da federação. Enquanto isso, o governo federal transfere vultosas verbas públicas para o ensino superior privado, por intermédio do PROUNI, programa que financia as mensalidades dos estudantes matriculados em instituições privadas de ensino superior. Por outro lado, o Projeto de Lei  número 7200/2006 que “estabelece normas gerais da educação superior, regula a educação superior no sistema federal de ensino e altera a lei de diretrizes e bases da educação nacional” tramita vagarosamente há anos no Congresso Nacional sem que tenha sido amplamente debatido nas universidades e nos diferentes setores da sociedade civil brasileira interessados no tema.
As condições de trabalho dos docentes e dos demais profissionais  pioram progressivamente, principalmente devido à precarização das condições de trabalho causada, principalmente, pelo arrocho salarial e pela introdução de ferramentas de avaliação de desempenho que privilegiam a produtividade de viés quantitativo e burocrático. A necessidade dos professores de produzir artigos em profusão e, assim, preencher o notório currículo Lattes produz distorções importantes na produção científica e acadêmica brasileira, muitas das quais anedóticas e até escandalosas.
A greve de estudantes, funcionários e professores de inúmeras universidades federais e estaduais em andamento é uma das consequências dessa crise e uma oportunidade política para a discussão de seus aspectos conjunturais e estruturais.
Esse dossiê procurou compilar textos, vídeos, etc. que contribuem para formar um quadro dinâmico e ampliado da questão da crise universidade brasileira em sua totalidade nacional e internacional;  relacionando-o com a crise em curso das forças produtivas capitalistas e com os projetos para a universidade em andamento, sejam eles das classes dominantes ou aquelas balizadas por projetos anti-hegemônicos. Desse modo, incluímos material em língua estrangeira que ajude a pensar a questão a partir de uma perspectiva internacional, ainda que tendo como referência o caso brasileiro.
Somos gratos à colaboração de Lalo Watanabe Minto (Unicamp), Paulo Denisar Fraga (UNIFAL) e Sebastian Budgen (Historical Materialism).

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Professores da UFMG chamam os docentes para participarem das atividades de mobilização em nossa Universidade

Atualmente conduzidas pelo Comando de Greve do SINDIFES/UFMG com o apoio do DCE/UFMG, estas atividades buscam acompanhar os acontecimentos políticos nacionais, debater os problemas estruturais e financeiros da UFMG e unificar as lutas em prol da Educação publica e da nossa Universidade.

Entendemos que a conjuntura do trabalho docente precisa ser incluída nesta agenda!



Para além das atuais discussões sobre as REAIS implicações dos cortes orçamentários da União para a UFMG, entendemos que pautas como a Carreira Docente, Isonomia Salarial entre cargos públicos equivalentes, Ampliação de vagas, Paridade nas arenas propositivas e deliberativas da Universidade, Democratização nas relações de trabalho, entre outras que defendam o caráter público da Universidade, mereçam ser resgatadas e atualizadas pela categoria docente. 

O trabalho na UFMG vem sendo precarizado. As perdas dos direitos trabalhistas docentes podem ser sentidas quando identificamos: a valorização das gratificações em detrimento ao nosso vencimento base salarial, o estímulo a adesão no  Regime de Previdência Complementar (FUNPRESP), a contratualizacão de novos professores sob o regime da CLT e de trabalhadores por meio da contratação de parcerias com Organizações Sociais sem a obrigatoriedade de licitações, os cortes orçamentários na Educação que já afetam a realização de atividades acadêmicas.

Nesta conjuntura, não podemos deixar de repudiar as atitudes da APUBH. A ausência deste sindicato nas atuais arenas de mobilização na UFMG é vergonhosa e, certamente, não representa a importância histórica da mobilização e da luta docente na UFMG em escala nacional.

Pelo sucintamente exposto, nosso manifesto aponta a necessária imediaticidade de três ações:

1) Exigimos da APUBH a convocação imediata de uma Assembleia Extraordinária para pautarmos a conjuntura da Educação Superior e decidirmos sobre assuntos e pautas que representem os anseios dos professores para os enfrentamentos nas mesas de negociação ministeriais em andamento!

2) Esperamos que a atual Reitoria seja transparente em seus comunicados e ações à comunidade acadêmica e não busque, nos próximos dias, neutralizar as lutas estudantis e trabalhistas sob a justificativa simplista dos cortes orçamentários que, certamente, virão.

3) Conclamamos os docentes a participarem da Assembleia Geral da UFMG que será realizada no dia 09 de julho de 2015, às 9horas, no Gramado da Reitoria, Campus Pampulha. (http://sindifes.org.br/noticia/100690/)


Por fim, aproveitamos para divulgar o link da petição pública por uma assembléia docente na UFMG para assinaturas de professores sindicalizados na APUBH: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR81871

Professores da UFMG  em mobilização

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Corte de recursos do MEC compromete pesquisas na UFMG




Professores da UFMG denunciam que atraso na liberação de verbas federais e estaduais já compromete equipamentos, laboratórios e estudos de ponta


Desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos, materiais para melhorar o desempenho da indústria e monitoramento do impacto de políticas públicas são foco de pesquisas científicas desenvolvidas em universidades públicas, centros de inovação tecnológica no país. O contingenciamento de verbas decorrentes de cortes do orçamento do Ministério da Educação (MEC), no entanto, já afeta o andamento de estudos importantes. Na maior instituição de ensino superior do estado, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pesquisadores de centros de excelência relatam falta de produtos básicos nos laboratórios e até mesmo a falta de manutenção de equipamentos. A reitoria admitiu ontem ter conhecimento do atraso nos repasses de verbas realizados pelas agências de fomento.