segunda-feira, 29 de junho de 2015

Calendário de atividades da Célula PCB/UFMG



29/06 (segunda) - 17hs: Reunião na FaE da Comissão de Mobilização da UFMG
30/06 (terça): Palestra do prof. Frank Svensson (UnB/PCB), na escola de Arquitetura

04/07 (sábado) - 14hs: Reunião da Célula da UFMG em conjunto com a Célula da PUC na Sede do PCB

11/07 (sábado) - 10hs: Reunião ampliada do Comitê Regional do PCB/MG, (aberta à militância). Sede do PCB em BH

18/07 (sábado) - 14hs: Curso de Formação Marxista - A Organização Partidária em Lênin - R. Goitacazes, 1159/1906 - BH/MG

sexta-feira, 19 de junho de 2015

NOTA DE APOIO DO PCB À GREVE NACIONAL DOS DOCENTES FEDERAIS


A deflagração da greve nacional dos docentes das Instituições Federais de Ensino (IFE) iniciou no dia 28 de maio como resposta da categoria à intransigência do governo petista à atender a pauta dos docentes federais (inclusive negando acordos anteriormente assumidos), assim como é resposta à destruição da educação pública operada pelo governo federal a mando dos setores empresariais da educação.

Além de diversos ataques aos direitos sociais e trabalhistas, a política de ajuste fiscal do governo Dilma (PT) implementou uma série de cortes orçamentários na educação pública, suspensão de concursos públicos, ataques à carreira docente e a autonomia universitária, restrição de recursos para permanência estudantil, adoecimento e intensificação do trabalho docente e a deterioração das condições de trabalho. Analisando este contexto, é possível compreender que o discurso da “Pátria Educadora” é a tradução de uma palavra de ordem vazia de conteúdo classista, senão pelo contrário, se trata da implementação intensificada da mercantilização da educação.

O PCB já apontava isso quando indicou o “voto nulo” no segundo turno das eleições presidenciais de 2014, por se tratarem da disputa de dois projetos de poder por dentro da ordem burguesa, ou seja, a disputa era entre que candidato seria melhor operador da política do capital de destruição das condições de trabalho e vida da população brasileira.

Nesse cenário de avanço conservador da sociedade, o elemento mais importante da conjuntura é o fato de que a classe trabalhadora e a juventude explorada tem intensificado a retomada das lutas sociais de corte classista. Uma das expressões disso é o grande contingente de greves que estão ocorrendo pelo país, especialmente dos setores da educação pública. Além da greve nacional dos docentes federais, a forte greve nacional dos técnico-administrativos, as grandes mobilizações do movimento estudantil, a greve dos docentes das universidades estaduais e o grande contingente de greves da educação básica nas redes públicas de ensino explicitam que a classe trabalhadora não vai ficar indiferente à barbárie promovida pelos governos de plantão subordinados à burguesia, mesmo que tenha que enfrentar todo tipo de criminalização das lutas sociais que tem como horizonte a ruptura com o sistemado capital.

Nesse sentido, o PCB manifesta todo apoio à greve nacional dos docentes federais convocada pelo ANDES-SN, legítimo representante sindical dos docentes das universidades federais, atuando em conjunto com toda a categoria em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade, da carreira docente, das condições dignas de trabalho e estudo, da pauta dos técnicos administrativos e dos estudantes, dos direitos dos trabalhadores e contra a terceirização, contra o ajuste para salvar o capital e contra os cortes na educação. Agora é greve!

A PÁTRIA NÃO É EDUCADORA, MAS A GREVE É!
TODO APOIO À GREVE NACIONAL DOS DOCENTES FEDERAIS
CRIAR, CRIAR, PODER POPULAR

Rio de Janeiro, 5 de junho de 2015