sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

ZULEIDE FARIA DE MELO, PROFESSORA DE MARXISMO

A grande maioria dos comunistas não leu O Capital. Mas uma percentagem elevada assimilou as lições fundamentais do marxismo e aplica esse conhecimento na compreensão da realidade social.

O papel dos intelectuais comunistas na transmissão do pensamento de Marx é portanto muito importante.

Escrever sobre marxismo é difícil e falar também não é fácil.

O intermediário, ao dirigir-se a trabalhadores e a jovens, tem de ser um comunicador muito dotado para que a mensagem seja assimilada.

O francês Georges Politzer foi um dos intelectuais comunistas que cumpriu exemplarmente essa tarefa. Contribuiu decisivamente para a difusão do marxismo na Europa no início do século XX.

No Brasil li há meses, oferecido pela autora, um livro, Atualidade do Marxismo, que me fez recordar Politzer.

Zuleide Faria de Mello foi presidente do Partido Comunista Brasileiro e lecionou, como professora titular, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Identifico nela aquilo a que Gramsci chamou o intelectual orgânico.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Mãos à obra!


O capitalismo vive hoje uma das mais graves crises de sua história, e isso sem que os seus gestores encontrem uma saída para a retomada do crescimento econômico. Pelo contrário, as medidas que vêm sendo implementadas pelos governos para manter os privilégios do capital são o corte dos gastos públicos, a redução dos salários e pensões, e a retirada de direitos trabalhistas. E como sempre, os efeitos dramáticos são repassados para os trabalhadores, pois o capitalismo se reproduz promovendo novas formas de exploração da força de trabalho e renovando os mecanismos de dominação, além do esgotamento dos recursos naturais através de sua mercantilização predatória.

No Brasil, o projeto do capital se concentra na forma de uma mesma política com dois partidos fundamentais (PT e PSDB), que, mesmo apresentando certas diferenciações, agem como operadores políticos da burguesia nacional e do capital internacional em nosso país. E a chegada do PT ao governo só fez avançar a proposta da realização de um “pacto nacional” de submissão dos trabalhadores à hegemonia burguesa. Esta estratégia ajuda a encobrir o processo avançado de privatização dos serviços públicos e de transferência da responsabilidade do Estado para a esfera privada.