terça-feira, 24 de novembro de 2015

O assassinato das mineradoras


A ganância do homem nunca teve limite. Em busca do lucro vale tudo: matar, mentir, manipular, e sabe-se lá o que mais. Sempre foi assim na história da humanidade e hoje não é diferente. O caso do rompimento das duas barragens da mineradora Samarco em Minas Gerais é um exemplo perfeito. Primeiro vamos voltar ao fim do século XVII, época em que descobriram ouro na região onde está a Samarco. O cobiçado metal era tão farto que era fácil achá-lo com uma peneira no leito do Rio Doce, o mesmo rio onde ocorreu o desastre. A empresa conseguiu fazer em poucos dias o que a exploração de ouro não fez em séculos – destruir o rio, envenenado pelos dejetos das barragens, como o mercúrio e outras substâncias tóxicas.
A reportagem é de Francisco Câmpera, publicada por El País, 17-11-2015.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

“A luta de classes nunca tirou férias neste país”, afirma o professor da UFRJ José Paulo Netto

Em entrevista ao Brasil de Fato e aos Jornalistas Livres, o pesquisador e professor da UFRJ, José Paulo Netto, analisa as recentes manifestações de ódio contra determinados setores da sociedade a partir da formação social e da cultura política brasileira.

10/11/2015
Por Camilla Hoshino e Leandro Taques,
De Veranópolis (RS)

Manifestações de ódio, racismo, declarações machistas e ameaças verbais e físicas contra lideranças da esquerda têm sido constantes no último período no país. Segundo o professor José Paulo Netto, essas atitudes têm relação com a tentativa das classes dominantes de “afastar a massa do povo dos centros de decisão política”.
José Paulo Netto é doutor em serviço social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Foi vice-diretor da Escola de Serviço Social da UFRJ e do seu Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, tendo título de professor emérito na instituição. Tradutor e organizador de textos de autores clássicos como Marx, Engels, Lênin e Lukács, em que se destaca como grande especialista, produziu obras teóricas e políticas sobre o capitalismo, serviço social e marxismo. É membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e atua em parceria com movimentos sociais, como o MST.
Em entrevista ao Brasil de Fato e aos Jornalistas Livres, ele faz uma análise das classes dominantes a partir da formação social brasileira, fala sobre o quadro político atual no país e sobre como atuam as elites em face da crise do capitalismo contemporâneo.
Para Netto, é justamente em momentos de tensões políticas e econômicas que “todo esse porão da sociedade brasileira, com um forte sentimento antipovo, antipopular, antimassa, racista e discriminador, vem à tona”.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Debate Conjuntura Política e Ajuste Fiscal


PARA QUE(M) SERVEM OS INSTITUTOS FEDERAIS?

O ano de 2008 marcou a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IF’s), durante o segundo mandato de Luís Inácio Lula da Silva (2007-2010). Os Institutos foram criados sobre as bases dos Centros de Educação Federal de Educação Tecnológica (CEFET´s), cuja origem histórica remonta às Escolas de Aprendizes e Artífices criadas em 1909, no Governo de Nilo Peçanha. Desde 2008 os Institutos Federais passaram por um processo de expansão e interiorização que em termos de velocidade de implementação não tem comparativo na história educacional brasileira(iii). O processo de expansão dos IF´s serviu como uma das principais bandeiras políticas eleitorais das candidaturas petistas nas últimas eleições, sempre evidenciada pelo discurso oficial como base de uma suposta “revolução educacional” no país.
Nos últimos anos há uma crescente produção acadêmica que tem se voltado para a análise e tentativa de compreensão deste fenômeno em suas diferentes dimensões. Mas para além das conclusões científicas que estão emergindo, parece que ainda existem lacunas importantes na compreensão dos sentidos políticos de tal processo. Afinal de conta, para que(m) servem os Institutos Federais? Qual projeto de sociedade eles buscam atender? Responde a quais interesses de classe?

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

NOTA PÚBLICA DE APOIO E SOLIDARIEDADE AO PROFESSOR MAURO IASI

Desde o último final de semana, circulam nas redes sociais vídeos e mensagens de ódio e intolerância ideológica contra o professor Mauro Iasi da UFRJ. Iasi tem sofrido ameaças violentas contra sua vida e de sua família por parte de indivíduos que pregam o retrocesso social, defendendo o golpe militar e a instalação do fascismo no país. O ANDES-SN vem a público denunciar que tais ações não cabem em uma sociedade que lutou contra a repressão da ditadura empresarial-militar que perseguiu, sequestrou e assassinou milhares de brasileiros e brasileiras que lutaram em defesa da democracia e contra o regime militar dos anos 1960 a 1980. Por sua postura em defesa da educação pública, por sua luta pela democracia e por suas ações visando construir um país socialmente mais justo, o ANDES-SN solidariza-se com o professor Mauro Iasi e oferece-lhe o seu suporte político e exige das autoridades da Justiça apuração dos fatos e punição dos responsáveis. O ANDES-SINDICATO NACIONAL reafirma o seu compromisso com a liberdade e respeito às divergências de ideias, e expressa sua veemente posição a favor da liberdade de expressão e contraria a todos as tentativas de silenciar e calar a crítica e a livre manifestação.

Brasília (DF), 19 de outubro de 2015.


ANDES-Sindicato Nacional 
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Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br
Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922


Conjunturas, poemas e o velho ódio de classe

Um vídeo com uma análise de conjuntura realizada na abertura do Congresso da CSP-Conlutas, em junho deste ano, que terminava com um poema de Bertolt Brecht (“Perguntas a um bom homem”), causou frisson nas hostes da extrema-direita.
Não foi a análise de conjuntura em si, coisa mais complexa e que exige certa cultura política, mas o poema citado ao final que despertou a ira dos conservadores, atentos ao espaço virtual da luta de classes.
Na análise, comentava que diante das pressões que vinham de atos de massa contra e a favor do governo, o Palácio do Planalto demonstrava uma grande “boa vontade” para com a direita, anunciando sua disposição ao diálogo, ao mesmo tempo em que ignorava as demandas que vinham das bases sociais que se mobilizaram em seu apoio.
Parecia-me, e ainda parece, algo equivocado e errático. Primeiro pelo simples fato de que os que se dispuseram a sair em apoio ao governo (aqueles atos foram mais claramente compostos pela base governista do que os que se dariam no dia 20 de agosto) anunciavam, além da defesa da legalidade e continuidade do mandato da Presidente, algumas outras demandas (contrárias ao ajuste fiscal, pela reforma agrária, em defesa da Petrobras etc.). E em segundo lugar porque era muito difícil derivar uma pauta clara do circo de horrores que foi a manifestação da direita, que em suma pedia a cabeça da Presidente na bandeja do impeachment.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

CARTA ABERTA DO COMANDO NACIONAL DE GREVE DO ANDES-SN AOS/ÀS PARLAMENTARES FEDERAIS: PELA REJEIÇÃO DA PEC 395/2014

O Comando Nacional de Greve das Instituições Federais de Ensino do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) vem, por meio desta carta, expressar seu posicionamento em relação ao conteúdo da PEC 395/2014, que propõe cobrança de taxas e mensalidades em cursos de extensão e pós-graduação.

A PEC, de autoria do Dep. Federal Alex Canziani (PTB-PR), e que tem como relator o Dep. Federal Cleber Verde (PRB-MA), altera a redação do inciso IV do artigo 206 da Constituição Federal, que garante “gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais”. A proposta será submetida a plenário, no formato do substitutivo apresentado pelo relator, segundo o qual se garantirá “gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais, salvo, na educação superior, para os cursos de extensão, de pós-graduação lato sensu e de mestrado profissional, exceções para as quais se faculta sua oferta não gratuita, respeitada a autonomia universitária”. Ou seja, as universidades poderão cobrar taxas e mensalidades de cursos de extensão, pós-graduação lato sensu e mestrados profissionais (stricto sensu). Ficará, assim, legalizado o financiamento privado desses cursos nas Instituições de Ensino Superior (IES) públicas.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

DERROTAR O AJUSTE FISCAL E A AGENDA BRASIL!

PCB, Unidade Classista e União da Juventude Comunista conclamam os trabalhadores brasileiros à luta contra o capital: DERROTAR O AJUSTE FISCAL E A AGENDA BRASIL!
 
O Partido Comunista Brasileiro (PCB), a Unidade Classista (UC) e a União da Juventude Comunista (UJC) saúdam os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros que estão nas lutas e nas ruas contra a política econômica do governo e da burguesia, que impõe o ajuste fiscal, vários retrocessos nas políticas sociais e nas legislações trabalhista e ambiental, por meio da chamada Agenda Brasil, um verdadeiro golpe contra as conquistas do povo brasileiro. Todos esses direitos são negados para que o dinheiro público seja destinado aos banqueiros e rentistas. Manifestamos nossa solidariedade a todas as categorias em greve no país por melhores condições de trabalho, reajustes salariais e mais empregos para todos, e a todos aqueles que mantêm as ocupações de terras urbanas e rurais. Conclamamos ainda o proletariado e a juventude a se organizarem nos locais de trabalho, moradia e estudo, com o objetivo de enfrentar a dura batalha contra a recessão, as demissões, a exploração imposta pelo patronato e pelo imperialismo.
Os empresários querem descarregar nas costas dos trabalhadores todo o peso da crise mundial que há mais de sete anos castiga o sistema e chegou com força ao Brasil em 2011, uma crise criada pelo próprio sistema capitalista para alimentar a oligarquia financeira parasitária e continuar mantendo o sistema de exploração. Sobram para os trabalhadores e para toda a população a recessão, o desemprego, o corte de salários, as demissões no funcionalismo público, o corte de verbas sociais. Hoje, o capitalismo é o principal inimigo da humanidade: só pode crescer e se desenvolver ameaçando a sobrevivência da espécie humana. Portanto, está na hora de os trabalhadores se libertarem desse flagelo lutando para superar o capitalismo e construir a sociedade socialista, baseada na justiça, na abundância e na felicidade dos trabalhadores.
No Brasil, a situação não é diferente do resto do mundo, principalmente nos últimos três anos. O governo Dilma aprofundou sua opção pelos ricos, os banqueiros, os grandes monopólios industriais e o agronegócio. Ao contrário do que prometeu ao povo no período eleitoral, colocou seu governo a serviço dos arrochos fiscal e salarial, provocando recessão e desemprego, além de entregar o que resta do patrimônio público ao setor privado. O capital financeiro vem sugando todos os recursos da economia, pois o sistema privilegia o pagamento de juros da chamada dívida pública, em detrimento dos direitos sociais. Para se ter uma ideia dessa sangria, vale dizer que somente nos últimos 12 meses a conta de juros chegou a 452 bilhões de reais, recursos que dariam para resolver grande parte dos problemas sociais do país.
No Parlamento, o conhecido balcão de negócios das classes dominantes, os escândalos de corrupção tornaram-se rotina. O Judiciário e o Executivo não escondem que também sempre foram agências a serviço do capital. Fica cada vez mais claro que a maioria das instituições está permeada pelos interesses privados, pelas negociatas, pela burocracia e pelo desprezo à vontade e às necessidades da população. O aparato repressivo está cada vez mais violento contra os trabalhadores e suas manifestações, vitimando principalmente a população pobre e negra dos bairros periféricos. Nesse contexto, repudiamos a tramitação no Congresso Nacional, em regime de urgência, da chamada lei antiterrorismo, mais um instrumento legal que terá o estado burguês para reprimir e criminalizar os movimentos populares.
Está na hora de virar o jogo e dar um basta. É preciso garantir a unidade de todos aqueles que estão em luta contra o capitalismo e o imperialismo, em torno de uma frente de ação unitária de partidos e movimentos sociais, como forma de enfrentar de maneira mais ampla e organizada o grande capital nacional e internacional. As mobilizações que aconteceram em junho de 2013, além das greves que estão sendo realizadas atualmente, mostram que o povo está disposto a ir à luta. Ou seja, o caminho da transformação de nosso país está nas lutas das ruas, dos locais de trabalho e estudo e não nos gabinetes ou alianças com setores da burguesia. Por isso, é necessário superar a fragmentação do campo anticapitalista no movimento operário e popular e buscar uma alternativa classista para os trabalhadores.



Viva a unidade de todos os setores classista do movimento operário e popular!
Que os ricos e poderosos paguem pela crise que eles próprios criaram!
Ousar lutar, ousar vencer. Pela construção do poder popular!
Organizações que convocam o ato do dia 18 de setembro, em São Paulo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Cai a máscara! Governo de Minas revela, com repressão covarde, para quem governa.

Nessa quarta-feira, dia 12 de agosto, Belo Horizonte assistiu indignada a violenta e descabida repressão da Polícia Militar contra manifestantes de diversas entidades contrárias ao aumento abusivo das passagens do transporte público.
Há cerca de uma semana, o Ministério Público desautorizou o aumento abusivo devido a falta de argumentos consistentes que justificassem tal medida. Por sua vez, na calada da noite, um juiz autorizou a cobrança.
Em resposta ao aumento abusivo, parte da política de oligopólio dos transportes públicos em Belo Horizonte, diversos movimentos sociais organizaram um ato para o dia 12 de agosto. Às 17hs mais de 1000 manifestantes se reuniram no centro da cidade e logo após iniciarem uma caminhada pacifica contrária ao aumento, em direção à Prefeitura Municipal, foram impedidos de prosseguirem pela Av. Afonso Pena e foram obrigados a subirem a R. da Bahia. Nessa rua, sem qualquer aviso prévio, os manifestantes foram surpreendidos covardemente pela tropa de choque da PM, ação filmada por diversos cidadãos. Cercados e agredidos na altura da rua da Bahia, com tiros de balas de borracha, bombas de efeito moral, e agressões físicas, centenas de manifestantes foram feridos e muitos tiveram que se esconder nos estabelecimentos comerciais no entorno para se protegerem. Um grupo que se refugiou em um hotel, mas a sua inviolabilidade não foi respeitada pela PM que invadiu o local, impedindo a entrada e saída de pessoa, resultando na prisão de cerca de 50 manifestantes. 

Denunciamos a atitude criminosa e autoritária do Governo Pimentel (PT), a frente do Estado de Minas Gerais, responsável pelo comando da Polícia Militar em ter autorizado esse massacre a céu aberto contra jovens e trabalhadores que, indignados com a política de oligopólio praticada pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, organiza-se pacificamente contra mais um roubo sobre a população através do aumento injustificado das passagens em Belo Horizonte.
Essa atitude de intolerância e repressão descabida revela os laços de poder e dependência que tanto a Prefeitura de Belo Horizonte, quanto a Câmara de vereadores da capital e o Governo do Estado possuem com o cartel (leia-se máfia) das empresas de transporte na capital. Estas lucram milhões as custas dos trabalhadores(as), financiam campanhas eleitorais e influem nas votações contra a redução das tarifas e o controle da população sobre o transporte público.
Diante de qualquer manifestação popular que visa lutar por seus direitos, os governos revelam seu papel de instrumento da ordem burguesa e da criminalização da resistência e da luta social.
As agressões ocorridas nesse dia 12, certamente serão o estopim de mais manifestações estado a fora e revelam o quanto os partidos da ordem burguesa ( PT, PMDB, PSB, PSDB e outros) estão a serviço daqueles que exploram a população.
O PCB se solidariza com todos os companheiros(as) presos, incluindo dois militantes da União da Juventude Comunista (UJC). Exigimos a imediata libertação dos manifestantes e a punição das autoridades envolvidas nesse criminoso ato contra o direito de manifestação e a liberdade de expressão.
Pela suspensão do aumento das passagens!
Pelo Poder Popular!

Comissão Política do PCB-MG.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

I Seminário da Fração Universitária do PCB na região metropolitana de Belo Horizonte


 

A Fração Universitária do PCB na região metropolitana de Belo Horizonte, que compreende as células do PCB na UFMG e na PUC, além de militantes da UEMG e outras faculdades, realizou neste fim de semana, entre os dias 01 e 02 de Agosto, seu primeiro seminário conjunto. Com uma presença significativa de antigos e novos revolucionários, o debate girou em tornou das conjunturas local, nacional e internacional, com enfoque nos seu caráter político e econômico, e foi concluído após a elaboração coletiva de um calendário de lutas para o segundo semestre de 2015. 

Auxiliando nos debates, o seminário contou no primeiro dia com a presença de membros da coordenação nacional da corrente sindical Unidade Classista, além de representantes da União da Juventude Comunista e do Coletivo de Mulheres Ana Montenegro.
Entre os pontos de destaque do seminário, os camaradas reafirmaram o papel do governo federal em garantir a acumulação de riquezas dos capitalistas, através de políticas neoliberais, como retirada de direitos trabalhistas e o corte nos investimentos das áreas sociais, e a disposição do PCB em lutar pela superação do sistema capitalista.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

"O que é ser estudante hoje na UFMG?" é o segundo seminário realizado pelo Projetos Sentidos TV UFMG


Hoje, dando segmento ao projeto Sentidos TV UFMG, foi realizado durante à tarde o seminário "O que é ser estudante na UFMG?". O objetivo foi discutir com a comunidade acadêmica os problemas de representatividade da sociedade discente da Universidade.

Entramos em contato, durante o mês de julho, com as diretorias de escolas, faculdades e institutos da UFMG e com entidades representantes dos professores e estudantes. Após esse diálogo, o evento dessa tarde contou com a participação dos discentes:


Maurício Sousa Matos (estudante de Ciências Sociais - UFMG; participante dos grupos Coletivo de Estudantes Negros; Pajeú - Resistência em Movimento e do Centro Acadêmico de Ciências Sociais - CACS), Miriam Alves (estudante de Pedagogia - UFMG; participante dos grupos Coletivo de Estudantes Negros; Bloco das Pretas; Fórum Permanente de Enfrentamento ao Racismo e Fórum das Juventudes), Rana Agarriberri (estudante de Nutrição - UFMG; representante do Diretório Central de Estudantes - DCE UFMG; participante do Diretório Acadêmico de Nutrição e do Juventude Vamos à Luta) e Renata Regina de Abreu Rodrigues (estudante de Enfermagem - UFMG; participante dos grupos GT Mães e Pais Estudantes, Coletivo de Mulheres Ana Montenegro e MUP - Movimento Universitário Popular).


Ontem foi realizado o seminário "O que é ser professor hoje na UFMG?", que contou com a presença de membros docentes da Universidade. Amanhã, o projeto Sentidos abre espaço para os representantes do corpo técnico, com o seminário "O que é ser servidor-técnico administrativo hoje na UFMG?". O encontro será na própria TV UFMG, no subsolo da reitoria, campus Pampulha, às 15h. 

http://sentidostvufmg.blogspot.com.br/2015/07/o-que-e-ser-estudante-hoje-na-ufmg-e-o.html

Enquanto corta verbas sociais, governo gasta R$ 3 bi por dia com dívida pública

Os Comandos Nacionais de Greve (CNG) do ANDES-SN, Fasubra, Fenasps e Sinasefe promoveram nesta quinta-feira (30) um debate sobre o tema “Dívida Pública e Ajuste Fiscal”, no auditório do curso de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), com o objetivo discutir com os servidores em greve a prioridade que o governo federal tem dado ao pagamento da dívida pública em detrimento das políticas sociais, que estão sofrendo cortes de verbas com as medidas de ajuste fiscal.
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Segundo Rodrigo Ávila, economista da Auditoria Cidadã da Dívida, que falou sobre os recentes cortes no orçamento, feitos pelo governo federal nas áreas sociais, que chegam a R$ 79,4 bilhões, e sobre a dívida pública do país, que consumiu, de janeiro a maio deste ano, R$ 528 bilhões, o equivalente a 53,44% de todas as despesas federais.
“O governo federal insiste em cortar gastos sociais para cumprir a meta fiscal e ocultar os gastos com os juros e amortização da dívida pública brasileira”, diz. Ávila também citou o aumento do preço da energia elétrica em quase 50%, que garante a lucratividade das grandes empresas distribuidoras de energia no país, o que impacta diretamente na inflação, além da alta nos combustíveis.
“O próprio governo produz essa inflação e a usa como justificativa para aumentar os juros, como vimos ontem [pesquisar sobre o aumento de juros], sob o argumento de combater a inflação, que nada tem a ver com a demanda, mas sim com os preços administrados pelo próprio governo. Esse argumento é essencial para uma negociação com o governo, quando ele disser que não pode reduzir os juros ou o pagamento da dívida”, disse. O economista ressaltou que o governo federal gasta, por dia, R$ 3 bilhões no pagamento da dívida pública.
Outro argumento muito utilizado pelo governo para os cortes no orçamento, segundo Rodrigo Ávila, é o de combater o descontrole das contas públicas, com base na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “A lei não tem nenhuma limitação para o gasto da dívida pública. Ela só visa o cumprimento do superávit primário”, disse.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A CRISE DO CAPITALISMO E A UNIVERSIDADE, OU A UNIVERSIDADE EM CRISE



Atualmente, as universidades passam por uma importante crise que ameaça a sua existência enquanto espaço privilegiado de produção, reprodução e divulgação do conhecimento em suas diferentes formas e modalidades, especialmente aquele comprometido com o pensamento crítico e com a práxis revolucionária.
Na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina e no Brasil, a crise pela qual atravessa o capitalismo impacta o funcionamento das universidades, sejam elas públicas ou privadas, acarretando em dificuldades de financiamento das instituições, das pesquisas nelas realizadas e também dos próprios discentes. Nos EUA, por exemplo, o crescente endividamento dos estudantes universitários para com as instituições financeiras que financiam o pagamento dos cada vez mais caros cursos de graduação cria uma geração de jovens profissionais endividados.
Além disso, o projeto político-econômico neoliberal para a educação e o ensino superior, hegemônico em muitos países, aumentou a inserção da lógica do capital no ambiente universitário, tanto nas universidades privadas como também nas próprias universidades mantidas e financiadas pelo Estado, ampliando o papel das grandes corporações universitárias administradas por fundos de pensão cujo principal objetivo é expandir o máximo possível o capital investido.
No Brasil, o “ajuste fiscal” do governo federal ora em curso cortou parte substancial das precárias verbas das universidades públicas federais, inviabilizando seu pleno funcionamento até o final de 2015, caso se mantenham as atuais condições. Além disso, várias universidades públicas estaduais passam também por sérios problemas de financiamento nesta conjuntura de crise nas contas públicas de diferentes estados da federação. Enquanto isso, o governo federal transfere vultosas verbas públicas para o ensino superior privado, por intermédio do PROUNI, programa que financia as mensalidades dos estudantes matriculados em instituições privadas de ensino superior. Por outro lado, o Projeto de Lei  número 7200/2006 que “estabelece normas gerais da educação superior, regula a educação superior no sistema federal de ensino e altera a lei de diretrizes e bases da educação nacional” tramita vagarosamente há anos no Congresso Nacional sem que tenha sido amplamente debatido nas universidades e nos diferentes setores da sociedade civil brasileira interessados no tema.
As condições de trabalho dos docentes e dos demais profissionais  pioram progressivamente, principalmente devido à precarização das condições de trabalho causada, principalmente, pelo arrocho salarial e pela introdução de ferramentas de avaliação de desempenho que privilegiam a produtividade de viés quantitativo e burocrático. A necessidade dos professores de produzir artigos em profusão e, assim, preencher o notório currículo Lattes produz distorções importantes na produção científica e acadêmica brasileira, muitas das quais anedóticas e até escandalosas.
A greve de estudantes, funcionários e professores de inúmeras universidades federais e estaduais em andamento é uma das consequências dessa crise e uma oportunidade política para a discussão de seus aspectos conjunturais e estruturais.
Esse dossiê procurou compilar textos, vídeos, etc. que contribuem para formar um quadro dinâmico e ampliado da questão da crise universidade brasileira em sua totalidade nacional e internacional;  relacionando-o com a crise em curso das forças produtivas capitalistas e com os projetos para a universidade em andamento, sejam eles das classes dominantes ou aquelas balizadas por projetos anti-hegemônicos. Desse modo, incluímos material em língua estrangeira que ajude a pensar a questão a partir de uma perspectiva internacional, ainda que tendo como referência o caso brasileiro.
Somos gratos à colaboração de Lalo Watanabe Minto (Unicamp), Paulo Denisar Fraga (UNIFAL) e Sebastian Budgen (Historical Materialism).

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Professores da UFMG chamam os docentes para participarem das atividades de mobilização em nossa Universidade

Atualmente conduzidas pelo Comando de Greve do SINDIFES/UFMG com o apoio do DCE/UFMG, estas atividades buscam acompanhar os acontecimentos políticos nacionais, debater os problemas estruturais e financeiros da UFMG e unificar as lutas em prol da Educação publica e da nossa Universidade.

Entendemos que a conjuntura do trabalho docente precisa ser incluída nesta agenda!



Para além das atuais discussões sobre as REAIS implicações dos cortes orçamentários da União para a UFMG, entendemos que pautas como a Carreira Docente, Isonomia Salarial entre cargos públicos equivalentes, Ampliação de vagas, Paridade nas arenas propositivas e deliberativas da Universidade, Democratização nas relações de trabalho, entre outras que defendam o caráter público da Universidade, mereçam ser resgatadas e atualizadas pela categoria docente. 

O trabalho na UFMG vem sendo precarizado. As perdas dos direitos trabalhistas docentes podem ser sentidas quando identificamos: a valorização das gratificações em detrimento ao nosso vencimento base salarial, o estímulo a adesão no  Regime de Previdência Complementar (FUNPRESP), a contratualizacão de novos professores sob o regime da CLT e de trabalhadores por meio da contratação de parcerias com Organizações Sociais sem a obrigatoriedade de licitações, os cortes orçamentários na Educação que já afetam a realização de atividades acadêmicas.

Nesta conjuntura, não podemos deixar de repudiar as atitudes da APUBH. A ausência deste sindicato nas atuais arenas de mobilização na UFMG é vergonhosa e, certamente, não representa a importância histórica da mobilização e da luta docente na UFMG em escala nacional.

Pelo sucintamente exposto, nosso manifesto aponta a necessária imediaticidade de três ações:

1) Exigimos da APUBH a convocação imediata de uma Assembleia Extraordinária para pautarmos a conjuntura da Educação Superior e decidirmos sobre assuntos e pautas que representem os anseios dos professores para os enfrentamentos nas mesas de negociação ministeriais em andamento!

2) Esperamos que a atual Reitoria seja transparente em seus comunicados e ações à comunidade acadêmica e não busque, nos próximos dias, neutralizar as lutas estudantis e trabalhistas sob a justificativa simplista dos cortes orçamentários que, certamente, virão.

3) Conclamamos os docentes a participarem da Assembleia Geral da UFMG que será realizada no dia 09 de julho de 2015, às 9horas, no Gramado da Reitoria, Campus Pampulha. (http://sindifes.org.br/noticia/100690/)


Por fim, aproveitamos para divulgar o link da petição pública por uma assembléia docente na UFMG para assinaturas de professores sindicalizados na APUBH: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR81871

Professores da UFMG  em mobilização

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Corte de recursos do MEC compromete pesquisas na UFMG




Professores da UFMG denunciam que atraso na liberação de verbas federais e estaduais já compromete equipamentos, laboratórios e estudos de ponta


Desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos, materiais para melhorar o desempenho da indústria e monitoramento do impacto de políticas públicas são foco de pesquisas científicas desenvolvidas em universidades públicas, centros de inovação tecnológica no país. O contingenciamento de verbas decorrentes de cortes do orçamento do Ministério da Educação (MEC), no entanto, já afeta o andamento de estudos importantes. Na maior instituição de ensino superior do estado, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pesquisadores de centros de excelência relatam falta de produtos básicos nos laboratórios e até mesmo a falta de manutenção de equipamentos. A reitoria admitiu ontem ter conhecimento do atraso nos repasses de verbas realizados pelas agências de fomento.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Calendário de atividades da Célula PCB/UFMG



29/06 (segunda) - 17hs: Reunião na FaE da Comissão de Mobilização da UFMG
30/06 (terça): Palestra do prof. Frank Svensson (UnB/PCB), na escola de Arquitetura

04/07 (sábado) - 14hs: Reunião da Célula da UFMG em conjunto com a Célula da PUC na Sede do PCB

11/07 (sábado) - 10hs: Reunião ampliada do Comitê Regional do PCB/MG, (aberta à militância). Sede do PCB em BH

18/07 (sábado) - 14hs: Curso de Formação Marxista - A Organização Partidária em Lênin - R. Goitacazes, 1159/1906 - BH/MG

sexta-feira, 19 de junho de 2015

NOTA DE APOIO DO PCB À GREVE NACIONAL DOS DOCENTES FEDERAIS


A deflagração da greve nacional dos docentes das Instituições Federais de Ensino (IFE) iniciou no dia 28 de maio como resposta da categoria à intransigência do governo petista à atender a pauta dos docentes federais (inclusive negando acordos anteriormente assumidos), assim como é resposta à destruição da educação pública operada pelo governo federal a mando dos setores empresariais da educação.

Além de diversos ataques aos direitos sociais e trabalhistas, a política de ajuste fiscal do governo Dilma (PT) implementou uma série de cortes orçamentários na educação pública, suspensão de concursos públicos, ataques à carreira docente e a autonomia universitária, restrição de recursos para permanência estudantil, adoecimento e intensificação do trabalho docente e a deterioração das condições de trabalho. Analisando este contexto, é possível compreender que o discurso da “Pátria Educadora” é a tradução de uma palavra de ordem vazia de conteúdo classista, senão pelo contrário, se trata da implementação intensificada da mercantilização da educação.

O PCB já apontava isso quando indicou o “voto nulo” no segundo turno das eleições presidenciais de 2014, por se tratarem da disputa de dois projetos de poder por dentro da ordem burguesa, ou seja, a disputa era entre que candidato seria melhor operador da política do capital de destruição das condições de trabalho e vida da população brasileira.

Nesse cenário de avanço conservador da sociedade, o elemento mais importante da conjuntura é o fato de que a classe trabalhadora e a juventude explorada tem intensificado a retomada das lutas sociais de corte classista. Uma das expressões disso é o grande contingente de greves que estão ocorrendo pelo país, especialmente dos setores da educação pública. Além da greve nacional dos docentes federais, a forte greve nacional dos técnico-administrativos, as grandes mobilizações do movimento estudantil, a greve dos docentes das universidades estaduais e o grande contingente de greves da educação básica nas redes públicas de ensino explicitam que a classe trabalhadora não vai ficar indiferente à barbárie promovida pelos governos de plantão subordinados à burguesia, mesmo que tenha que enfrentar todo tipo de criminalização das lutas sociais que tem como horizonte a ruptura com o sistemado capital.

Nesse sentido, o PCB manifesta todo apoio à greve nacional dos docentes federais convocada pelo ANDES-SN, legítimo representante sindical dos docentes das universidades federais, atuando em conjunto com toda a categoria em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade, da carreira docente, das condições dignas de trabalho e estudo, da pauta dos técnicos administrativos e dos estudantes, dos direitos dos trabalhadores e contra a terceirização, contra o ajuste para salvar o capital e contra os cortes na educação. Agora é greve!

A PÁTRIA NÃO É EDUCADORA, MAS A GREVE É!
TODO APOIO À GREVE NACIONAL DOS DOCENTES FEDERAIS
CRIAR, CRIAR, PODER POPULAR

Rio de Janeiro, 5 de junho de 2015

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Tese de doutorado analisa impactos do produtivismo na saúde dos docentes da UFRJ

Tese de doutorado estudou situação dos docentes da UFRJ e encontrou “carreira doente”
Processo de intensificação do trabalho é o grande culpado
Filipe Galvão. Estagiário e Redação
Trabalho é suplício. Etimológico e concreto. Enquanto o sofrimento da palavra (do latim “tripaliu”) vem de um instrumento de tortura romano, o sofrimento prático diz respeito às relações de opressão e dominação. Nem professor escapa. É o que conclui Alzira Guarany em sua tese de doutorado “Trabalho docente, carreira doente” que analisou os impactos na saúde dos docentes da UFRJ.
A tese, defendida na Escola de Serviço Social no dia 9 de dezembro sob a orientação do professor Eduardo Mourão Vasconcelos, analisa o histórico do avanço do capitalismo no campo da educação. Até meados do século passado, a carreira de professor ainda habitava outro espaço na dinâmica do trabalho, sendo considerada uma vocação, e não uma atividade laboral. Um lugar no qual o docente era valorizado por seu tempo de reflexão e análise. Em sua tese, a professora identifica as crises do capitalismo como o motivador que transformou os setores de produção imaterial como educação e saúde em fatias a serem devoradas pela burguesia internacional.
Muita cobrança, pouca saúde
Amorim91Imagem: AmorimA motivação para a pesquisa foi política. Da graduação ao doutorado, toda a formação de Alzira foi pela UFRJ. “Senti que era um momento em que eu deveria devolver alguma coisa para a universidade”, diz. A ideia surgiu em uma aula do então presidente da Adufrj-SSind, Mauro Iasi, professor da própria ESS. “Na aula, eu perguntei do que o movimento organizado dos docentes estava precisando e ele me disse que precisavam conhecer um pouco mais da saúde do professor”, relembra. 
A partir daí, Alzira entrevistou seis professores de três unidades diferentes — a ética da pesquisa garante o anonimato das fontes e dos lugares. E, depois de identificados os agentes desencadeadores de doença na carreira (processos de privatização e mercantilização da educação), a divisão foi feita entre unidades que concordavam, neutras e as que não concordavam com o processo de transfiguração da educação em mercadoria. Assim também foi possível comparar os efeitos (ao fim, iguais, todos estavam doentes) entre os que aceitavam e os que não aceitavam. Foram mais de cem folhas de transcrição de entrevista.
As histórias de vida chocam. Há a professora que trabalhava tanto a ponto de não ter tempo de perceber que já tinha quatro cânceres no corpo. Ou a do infarto que matou o professor que mal se alimentava ou dormia para dar conta do volume de trabalho. Fora depressão, patologias de pele, alteração da taxa de colesterol.
A fragilização da saúde física e mental dos docentes depois dos anos 90 é pura barbárie. “Essa intensificação irracional do ritmo de trabalho não respeita o sofrer e o prazer: é aí que surge a possibilidade do adoecimento”, diz Alzira.
Os elementos que deterioram a saúde dos docentes elencados na tese são: as parcerias público-privadas que não respeitam o ritmo das diferentes áreas de saber; a precarização das condições de trabalho que fazem coexistir na universidade setores de “primeiro e terceiro mundo”; um novo processo de trabalho que exige um profissional polivalente, adequado ao instrumental de novas mídias e ao novo perfil do aluno que se comporta como consumidor; a competição estrutural entre os pares; e os indicadores de produtividade estabelecidos por atores externos ao universo acadêmico. “Alguns elementos que geram o sofrimento já existiam, mas a maioria surge com o novo estilo de gestão da educação”, aponta Alzira. 
Projeto deve seguir
Por enquanto, a reitoria ainda não procurou Alzira para estudar de que maneira a tese pode ajudar a proteger a saúde de seus quadros. A expectativa é que a pró-reitoria de Pessoal (PR-4) convide a doutora para conversar já que a professora Silvia Jardim, que faz parte da pró-reitoria, participou da banca.
Alzira listou três caminhos possíveis e complementares para entender mais a fundo o impacto na saúde dos docentes da UFRJ. Os dois primeiros são promover debates sobre eixos temáticos para sensibilizar a comunidade acadêmica e criar grupos de encontro para os professores vulnerabilizados e deprimidos. O outro é mais ousado. Fazer um estudo epidemiológico quantitativo abordando toda a comunidade docente. Assim seria possível saber quantos são, exatamente, os professores doentes. Os problemas da última proposta são dois: o custo e a urgência. “O tempo de agora é o da denúncia, a situação é seríssima”, concluiu a doutora.

Fonte: http://www.adufrj.org.br/index.php/noticias-destaque/2071-tese-de-doutorado-analisa-impactos-do-produtivismo-na-sa%C3%83%C2%BAde-dos-docentes-da-ufrj.html

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A lição da pátria educadora: que venham os chineses

Os professores das universidades federais entram em greve no próximo dia 28 na maior parte do país. Muitas universidades estaduais públicas também paralisam nesta semana. Professores do ensino fundamental e médio estão de braços cruzados em várias locais do país. Baixos salários, não pagamento de trabalhadores terceirizados, falta de recursos para itens básicos como giz e papel higiênico, entre outros, permeiam o quadro da educação brasileira, mais uma vez atingida pelo ajuste fiscal do governo Dilma, copiado por estados e municípios de todos os partidos com representação no congresso.
Apesar dos problemas com o FIES, o financiamento governamental aos donos das escolas particulares vai bem, obrigado. Que o digam as ações da multinacional Kroton-Anhanguera, em alta na bolsa de valores. Somente ano passado, R$ 13 bilhões foram doados para as escolas particulares pelo governo federal. Ao ponto de uma universidade, em São Bernardo do Campo, ter apenas quatro estudantes pagando mensalidades normalmente. A própria escola orienta aos alunos ingressarem no FIES. Assim os recursos são garantidos.

Esses recursos fazem falta para a educação pública, mas ao invés de ampliar suas instalações, contratar mais professores e funcionários e fortalecer as universidades públicas, os governos, tanto Lula quanto Dilma, preferiram financiar as escolas particulares. É opção de classe, não do ensino básico, médio ou universitário, mas social.
A situação é tão caótica que até a CUT, central sindical chapa branca, está puxando mobilizações para o próximo dia 29, quando completa um mês o ‘Massacre de Curitiba’, promovido pelo governador do PSDB, Beto Richa, contra os professores paranaenses. Fora Richa!
Enquanto isso, 11 senadores, inclusive dois do PT, se reuniram para buscar alternativas aos projetos de lei contra os trabalhadores e a Previdência, encaminhados pela presidente Dilma. Mesmo não atacando o ponto nevrálgico da falta de recursos – o pagamento de mais de um trilhão de reais para os rentistas somente este ano – já é alguma coisa, mas da qual não se pode esperar muito.
Da mesma maneira, não deixa de ser positivo o governo ter aumentado a taxação sobre os lucros dos bancos, ainda que timidamente. A voz das ruas e da esquerda (pequena, ressalte-se) da base da aliança governamental desta vez foi ouvida, apesar de estar muito aquém do necessário.
Nesse caminho, é emblemático o ex-governador do RS, Tarso Genro, propor uma Frente de Esquerda, mas que mantenha uma ‘conciliação recíproca’ com o capital. Alguns dos poucos militantes petistas que resistem a embarcar na aristocracia operária deram ouvidos ao também ex-ministro, o mesmo que se recusou a pagar o piso nacional aos professores do RS quando era governador. Frente de Esquerda com o capital é uma contradição por si só. E ainda há que diga que ele é um intelectual.
Para completar o quadro de um mês de maio tumultuado, o governo e sua base comemoram os investimentos e promessas de investimentos feitos pelo governo e empresários chineses. Saúdam a possível inversão de 50 bilhões de dólares, parte em infraestrutura, justamente aquela que seus quase 12,5 anos de governo se recusou a fazer. Sim, dizem eles, agora vamos avançar, afinal é muito melhor dever para os capitalistas chineses do que para os estadunidenses ou europeus. A dívida pública agradece.
Nesse quadro, a inflação aumentou, os salários continuam arrochados, perdendo cada vez mais a queda de braço com os preços, a Caixa cortou em grande parte o financiamento habitacional, os juros continuam na estratosfera, o desemprego oficial atingiu o maior índice em décadas – o oficial, porque o real deve estar beirando a estratosfera -, a Câmara aprovou construir um shopping center ao custo de R$ 1 bilhão, o PIB deve cair 1,2% este ano e a direita empedernida continua sua campanha pela redução da maioridade penal. Viva o Thor Batista.
Além da educação, a saúde e o desenvolvimento social também foram atingidos pelo ajuste fiscal num total de 54,9% do corte orçamentário, cuja única finalidade é pagar em dia os rentistas. O discurso de que o ajuste é necessário para atrair investimentos estrangeiros não cola. Basta dar uma olhada no balanço de pagamentos, na saída de dólares especulativos e na remessa de lucros.
A pátria educadora da burguesia não tem Educação.

Afonso Costa
Jornalista

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Requerimento de Assembleia dos Docentes da UFMG


Considerando a gravidade da conjuntura atual brasileira, tais como os recentes e expressivos cortes no orçamento da Educação; a possibilidade de contratação de profissionais por Organizações Sociais que implantará a terceirização da atividade-fim da Universidade; a apresentação, pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, do documento preliminar ‘Pátria Educadora: A Qualificação do Ensino Básico como Obra de Construção Nacional”; ficou inegável que está em curso um projeto de desqualificação do Ensino público brasileiro. Ante a esses e a outros temas que atingem diretamente os docentes da UFMG, tais como: as condições de trabalho que vêm sendo degradadas, suas possibilidades de carreira e de remuneração e a as novas regras do Sistema Previdenciário do Servidor Público, faz-se urgente e necessário promover o debate e decidir sobre nossas ações. Apoiados no artigo 16 inciso VI do Estatuto da Apubh, vimos por meio desse abaixo assinado requerer que a Diretoria dessa Entidade convoque, com a máxima urgência, uma Assembleia Geral Presencial da Categoria, tendo como ponto de pauta a discussão e deliberação sobre a agenda de luta nacional das IFES ante a precarização do trabalho docente e o desmantelamento da Educação Pública no país.
Nesse sentido, carx docente filiado ao Apubh, junte-se ao nosso requerimento, assinando essa petição. Caso não seja filiado, colabore divulgando o link.

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR81871
 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Nota Política da UJC-MG Sobre a Vitória Nas Eleições do DCE da UFMG

Vivemos num contexto de crise econômica onde capitalistas e governos tentam jogar a conta da crise nas costas d@s trabalhador@s e da juventude. As estratégias utilizadas já são conhecidas: retirada de direitos, aumento da exploração, arrocho, corte de verbas em programas sociais; colocando assim a máquina do Estado para atender os interesses dos capitalistas na exata medida em que para a juventude e os trabalhadores só sobrem o porrete.

Neste contexto, estamos presenciando um verdadeiro desmanche da educação pública, além de uma verdadeira ofensiva do capital sobre as universidades federais. Essa ofensiva tem se dado através de uma serie de ações; sejam elas pela atuação das fundações privadas no interior das universidades, ou mesmo, pela privatização do serviço universitário hospitalar.

Nesse cenário, a vitória nas eleições para o DCE da UFMG da chapa Virada representou uma vitória da unidade! Assim foi o resultado das eleições do DCE-UFMG que aconteceu entre os dias 29 e 30 de Abril. Com 2348 (45,52%) dos votos, a Chapa Virada, composta pelos coletivos de esquerda socialista presentes na universidade (UJC/MUP, UJR, UFMG sem Catracas, Isegoria, Vamos a Luta, Voz Ativa, ANEL e Brigadas Populares), além de estudantes independentes, conseguimos superar a situação governista e a oposição de direita. Com o lema “Por um DCE independente do governo e do congresso Nacional, que combata os cortes de verbas na educação e lute por uma universidade pública, gratuita, emancipatória e de qualidade!”, a construção do programa da chapa foi realizada através de rodas temáticas amplas e abertas a participação de tod@s @s estudantes, e algumas das propostas apresentadas foram: 

-Redução dos preços do bandejão
-Construção de creches e fraldários pelo campus
-Aumento das todas as bolsas e expansão da moradia estudantil
-Ônibus intercampi
-Pelo uso do nome social na universidade. 

A Virada que desde sua composição já saiu vitoriosa, configurando uma unidade que há muito não se via no movimento estudantil da UFMG, agora têm o desafio de ir além dos muros da universidade e resgatar a importância histórica que o movimento estudantil sempre teve nas transformações políticas do país. É hora da VIRADA!!

UJC – MG
Ousar lutar, ousar vencer!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Toda solidariedade à luta dos professores do Paraná

O Secretariado Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) manifesta seu repúdio e indignação pelo massacre de que foram vítimas os professores em greve no Paraná. A Polícia Militar, com ordens expressas do governador tucano, Beto Richa, avançou de maneira bárbara e covarde sobre os milhares de professores que protestavam em frente à Assembleia Estadual do Paraná, ferindo mais de 200 professores, muitos em estado grave.

O aparato repressor utilizou balas de borracha, gás lacrimogêneo, gás de pimenta. cassetetes, cães pit bull, jatos de água e uma parafernália militar, que incluía carros blindados e helicópteros que jogavam bombas sobre os manifestantes, tudo isso para reprimir manifestantes pacíficos que lutavam por seus direitos. As imediações da Assembleia Legislativa do Paraná se transformaram numa verdadeira praça de guerra.
Pela dimensão do número de feridos, essa repressão selvagem possivelmente é maior já registrada em manifestações na história do Brasil e demonstra a fúria do capital e dos governos conservadores contra os trabalhadores que reivindicavam legitimamente os seus direitos. Esse massacre, na verdade, é também uma forma de vingança do governador tucano pela vitória conseguida pelos professores há dois meses numa greve histórica que mobilizou o Estado inteiro.
A nova mobilização ocorreu em função do fato de que a Assembleia Legislativa estava votando mais uma medida contra a categoria, que era a precarização do fundo previdenciário dos funcionários públicos do Estado, de forma a que o governo pudesse realizar o ajuste fiscal.
O governador Beto Richa, do PSDB, com essa brutalidade calculada, vingativa e bárbara e também pelo grande número de vítimas da repressão, muitos com os rostos e feridos pelas balas de borracha, o que significa que a polícia mirou o rosto dos professores, cometeu crime contra os trabalhadores e agora a sociedade paranaense tem todo o direito de exigir: fora esse governador tirano.
Um governador que se vinga de professores dessa forma não tem mais condições morais de continuar à frente do poder executivo no Estado. Perdeu totalmente a credibilidade. Isso se torna mais grave ainda quando se constata que um vídeo divulgado nas redes sociais registra a empolgação da assessoria dentro do Palácio do governo comemorando a repressão contra os trabalhadores.
O Secretariado Nacional do PCB, além de sua solidariedade militante com os companheiros professores em luta por seus direitos, orienta toda sua militância do Paraná, especialmente os professores e dirigentes sindicais, a ampliarem seus esforços no sentido de participar de maneira ainda mais ativa do movimento grevista, e transformar esse primeiro de maio também num dia nacional de repúdio à barbárie e a covardia contra os professores do Paraná.
Nem um passo atrás!
Ampliar a organização da greve e a mobilização popular!
SOMOS TODOS PROFESSORES DO PARANÁ!
Secretariado Nacional do PCB

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Governo pretende terceirizar contratação de professores federais via Organização Social

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, declarou recentemente, em um debate sobre educação superior, que a Capes, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Educação (MEC) pretendem criar uma Organização Social (OS) para contratar docentes para as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) por meio da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 

Valendo-se da argumentação falaciosa de que o Regime Jurídico Único (RJU) contrata professores “por 30 anos e não manda ninguém embora”, e de que a OS garantiria e facilitaria a contratação de grandes pesquisadores estrangeiros, a Capes propõe, na verdade, a terceirização do trabalho dos professores das Ifes. 

Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN, critica as declarações do representante da Capes.“Essa proposta agride o processo democrático de seleção de professores por meio de concursos públicos. Também agride a autonomia universitária, pois tira das mãos da universidade o controle do processo de seleção de seus docentes”, ressalta.
Respondendo à afirmação de Jorge Guimarães de que os concursos públicos para professores são “um jogo de cartas marcadas”, Paulo Rizzo defende novamente a autonomia universitária. “Na verdade eles querem, via OS, fazer um jogo de cartas marcadas. Ao invés do concurso com regras claras, definidas por cada instituição, com pontos e bancas definidos pelos colegiados de departamento, com direito de recursos aos candidatos, querem a escolha pela gerência de uma OS. Quem disse que a gerência não será corporativista? Quem escolherá os melhores quadros?”, questiona o presidente do ANDES-SN.



Proposta de Terceirização
A proposta de terceirização veio à tona em um evento recente que contou com a participação de Jorge Guimarães e do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, ex-reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, o Simpósio Internacional sobre Excelência no Ensino Superior promovido pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Rio de Janeiro. Na segunda-feira (22), Guimarães afirmou que Capes, MEC e MCTI estão planejando a criação de uma OS para gerir a contratação de docentes. Segundo o presidente da Capes, os dois ministérios já, inclusive, aprovaram a criação da OS.

"O ministro [da Educação, José Henrique] Paim e o ministro [da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio] Campolina estão nos autorizando a fazer uma organização social para contratar, saindo do modelo clássico que demora e que nem sempre acerta muito", disse Guimarães, segundo matéria publicada pela Agência Brasil. A medida, segundo ele, teve bons resultados no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), que é uma OS, e recebe recursos reajustados anualmente para pagar profissionais vindos de fora.

Para Guimarães, a proposta de terceirização pode atrair docentes estrangeiros às universidades brasileiras – o que internacionalizaria as instituições. Guimarães também afirma que os exemplos de autarquias que abriram mão da contratação de servidores por meio do RJU são positivos, já que o sistema de contratação vigente “não está funcionando”.

Paulo Rizzo aponta que o presidente da Capes parece “esquecer” que a contratação de professores estrangeiros já é, além de constitucional, fato comum e corriqueiro nas universidades federais, tornando desnecessária a criação de uma OS para esse fim. “Na verdade, temos que oferecer uma carreira e uma política salarial atrativas para contratar os docentes, sejam brasileiros ou estrangeiros, por meio do Regime Jurídico Único”, reforça. 

Fonte: http://portal.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=7054

terça-feira, 7 de abril de 2015

Reunião das mães e pais estudantes da UFMG

Evento criado para planejar um ato na reitoria da UFMG exigindo respostas em relação às reivindicações levantadas na reunião da Praça de Serviços (que debateu a falta de estrutura da Universidade para receber as mães e pais estudantes com seus filhos) que foram apresentadas em um documento a PRAE na ultima reunião do seu conselho dia 26/03 e entregue em mãos á Benigna Maria Pró-Reitora de extensão da UFMG hoje durante a abertura da exposição Sentidos do Nascer no Parque Municipal. A Pró-Reitora assumiu publicamente o compromisso de encaminhar o documento ao Reitor e nos dar retorno sobre as reivindicações.
Até o momento a reitoria não deu resposta e não apresentou nenhuma proposta de melhoria das politias de permanência e assistência estudantil nem das condições estruturais e regimentais da Universidade.

Faremos uma reunião dia 09/04 as 17:00 na praça de serviços, logo após a reunião do conselho da PRAE, para saber se haverá retorno das nossas reivindicações apresentadas na ultima reunião do conselho e definir nossos próximos passos.
A participação de todos é extremamente importante.
Esperamos vocês lá.

https://www.facebook.com/events/327207984155297/

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Construção da chapa de Unidade da Esquerda-Eleições DCE UFMG



SAIU A UNIDADE!!! Uma chapa de toda a esquerda unificada, independente da reitoria e do governo.
Esse grupo tem o objetivo de ser mais um espaço de discussão e deliberação para construção do programa/propostas da chapa.Um espaço amplo e democrático, aberto a todos os estudantes que quiserem somar e contribuir nesse processo.
A primeira reunião de elaboração de programa eleitoral/ propostas será na quinta dia 02/04 as 9 horas na praça de serviços.
Lembrando que a inscrição de chapas é amanhã e precisamos com urgência encaminhar os nomes e números de matricula dos integrantes e apoiadores e também definir o nome da chapa .

Renata Regina Rodrigues
UJC/UFMG

Participe do Grupo de Construção da chapa de Unidade da Esquerda-Eleições DCE UFMG
 https://www.facebook.com/groups/838806652822162/838962242806603/?notif_t=group_activity

 


segunda-feira, 30 de março de 2015

I Encontro de Construção da Chapa de Unidade da Esquerda - Eleições DCE-UFMG


Queremos convidar tod@s para participarem da nossa primeira reunião de construção de Chapa para as eleições do DCE-UFMG. Essa iniciativa parte da proposta de unidade da Esquerda para as eleições.


Por uma construção aberta, plural e democrática que configure a alternativa à atual gestão do DCE e à organização da Direita que vem se formando na Universidade.

Data: 31/03/ 2015
Horário: 17:30
Local: Praça de Serviços